No coração da Rota 66

No coração da Rota 66
De Needles-CA a Winslow, AZ.
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Needles, CA – Winslow, AZ

O planejamento é dirigir uma média de 400 a 450 quilômetros por dia de viagem, assim consigo ficar no carro entre quatro a cinco horas e um mesmo período para conhecer cada região, as pessoas e conversar com elas, ou seja, ao final de tudo poder aprender um pouco em cada local. Após Needles, na fronteira da Califórnia com o Arizona, o destino ao final do dia era até Winslow, já no Arizona e após quatrocentos e trinta quilômetros de estrada, poder renovar as energias para o dia seguinte.

Este foi um trecho que realmente me encantou, primeiro, por cruzar o deserto do Mojave e as “Black Mountains”, com o pequeno vilarejo de Oatman, onde antigamente viviam mineiros da região, mas que hoje sobrevive do turismo da Rota 66. Segundo, por poder dirigir num trecho montanhoso, em que em alguns momentos não era possível ultrapassar sequer aos quarenta quilômetros por hora, com muitas curvas, mas de vista deslumbrante!

Em seguida conheci um antigo posto de combustível chamado Cool Springs (coolspringsroute66.com), reformado ao seu estado original da década de 30 e transformado em ponto turístico, com loja de souvenires. O gerente e único funcionário de lá, Joe Chicago, natural do estado do Michigan, mora num trailer localizado atrás da loja. Nesta região não há mais ninguém, casa, estabelecimento comercial ou o que seja, somente ele!

Williams, AZ

Depois, já na pequena cidade de Seligman, no Arizona, com seus 456 habitantes, pude conhecer Angel Delgadillo em sua pequena barbearia, como já escrevi em artigo anterior. E o dia ainda surpreendia ao poder conhecer a também pequena cidade de Williams, ainda no Arizona, intitulada de “Porta de Entrada do Grand Canyon”. Confesso que deu vontade de adicionar o Grand Canyon no mapa ali mesmo, mas já tinha um roteiro prévio e preferi cumpri-lo – acho que os anos de IBM me deixou um pouco mais “cartesiano”! Interessante, como nesta região do norte do Arizona e próxima ao estado do Utah, a vegetação muda – nem parece que há um deserto quilômetros atrás e no roteiro do dia seguinte, já no estado do Novo México, mais deserto… O que mais me impressiona é como as pessoas são receptivas e se você tem tempo de parar e conversar com elas, vemos como são comprometidas em manter o sonho vivo da Rota 66. Acho que no Brasil, de uma forma geral não é diferente, somos hospitaleiros por natureza, porém mais espontâneos, assim eu penso.

Próximo trecho: De Winslow a Albuquerque – Novo México!

Leo Politano.

2 responses to “No coração da Rota 66

  1. Muito legal Leo. Tenho uns amigos do BB q fizeram essa viagem mas essa sua documentação está show.

  2. Pingback: Through the Heart of Route 66 | Route 66 Coast to Coast·

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